O dia 4 de novembro foi maravilhoso para nós, futuros gestores culturais, pois fomos na 7ª Bienal do Mercosul e pq tivemos aquele bate-papo com o Frank Jorge. Sério! Foi um dia muito perfeito e com certeza inesquecível em nossas vidas.
Na Bienal, nos deparamos com um mundo completamente abstrato e ao mesmo tempo super significativo. No Cais do Porto, estão aquelas obras visuais, que nos fazem pensar sobre os temas sociais, inclusive. No MARGS, são desenhos, pinturas e fotografias que remetem à um leque de significados. Já no Santander, estão as obras projetáveis e essas são deslumbrantes, imaginativas e surpreendentes até. Eu, particularmente, adorei aquela obra que passa as fases do dia — o nascer do sol, o pôr do sol e também a noite —.
No bate-papo com o Frank, tivemos a oportunidade de entrar em contato com o verdadeiro Rock Gaúcho, que causa muita divergência e admiração, inclusive no próprio meio musical. O Frank foi muito bacana e de uma forma super sutil e até tímida, dissertou sobre a história do Rock e sobre as bandas do Sul... a maneira que os músicos tocam, a forma de divulgação, o lance da barreira musical que existe em função do eixo Rio-São Paulo...
Frank Jorge, um dos maiores nomes do rock gaúcho, aceitou o convite do curso de Gestão Cultural para um bate-papo sobre rock e produção musical nesta quarta-feira, dia 4 de novembro. O bate-papo vai ocorrer a partir das 18h. Frank Jorge tem seu nome associado a bandas fundamentais do rock gaúcho como Graforréia Xilarmônica, TNT, Os Cascavelletes e Cowboys Espirituais. Continua sua carreira musical e atualmente é coordenador e professor do curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock da Unisinos. Bom humor, conhecimento e talento musical não vão faltar nesse encontro e muito menos você. Esse evento assinala o início das atividades do OFICINÁRIO. Para saber mais sobre Frank Jorge acesse o link indicado, sugestão de Guilherme, da turma 2L. E fique ligado no que vai ocorrer nesta terça e quarta no Campus. Vale a pena conferir.
Um espaço para múltiplas atividades ligadas a toda cadeia produtiva da música. Uma oportunidade para um encontro entre os trabalhadores desta rede, grande geradora de empregos e renda. Um momento de troca de experiências e contatos capaz de estimular a organização e o fomento do setor. Estes são alguns dos conceitos que definem os objetivos da Feira da Música do Sul, que será realizada nos dias 19, 20, 21 e 22 de novembro de 2009, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo. Acesse o site http://www.feiradamusicadosul.com.br e participe.
Graduanda em Produção Cultural pela Universidade Cândido Mendes. Atua como produtora executiva e foi diretora artística do Teatro Municipal de Niterói, coordenadora geral dos projetos da Secretaria de Cultura, Subsecretária de Cultura, Presidente da Fundação de Arte, diretora do Teatro Popular e Secretária de Cultura de Niterói (2008). Atualmente trabalha com sua empresa, Mosaico Cultural, como consultora em gestão cultural e é diretora executiva da Associação Brasileira de Gestores Culturais.
GC:Quando você começou a atuar como gestora cultural?
Marilda: A partir de 1998, como gestora cultural e, a partir de 2003, como gestora pública cultural.
GC:Quais os principais desafios da profissão?
Marilda: Como gestora pública (PMN), sinto que o principal desafio é conseguir manter uma equipe séria e comprometida durante todo o processo (pré, pro, e pós produção) de determinado projeto cultural. É com esta equipe que vou traçar planos para o desenvolvimento de políticas públicas que estejam comprometidas com os desejos e necessidades do local onde trabalho. Como gestora cultural (Mosaico), gerenciar uma equipe com participação coletiva é meu maior desafio. Outros desafios nessa área: criar projetos importantes em acordo com as necessidades, desejos e expectativas de quem vai usufruí-lo, planejar detalhadamente todas as etapas do trabalho, definir as funções em acordo com os talentos e criar ferramentas para acompanhamento do movimento de cada projeto. Ex: planilhas orçamentárias, cronograma de atividades, formulários de pesquisa, etc.
GC:Como você vê o mercado profissional para os gestores culturais?
Marilda: Bom, promissor. É um mercado que está se desenvolvendo “oficialmente” a não mais de 15 anos, quando os primeiros cursos universitários de produção cultural começaram (UFF, Universidade da Bahia, Universidade Cândido Mendes...). De lá pra cá, percebo o crescimento da credibilidade em nossa área, apesar de faltar muito tempo para o entendimento, por parte do produtor (principalmente) e do gestor, de que “no final, toda produção dá certo, não importando muito o planejamento”. Destaco aí o trabalho dos pesquisadores na Economia da Cultura, que veio comprovar a importância numérica de nosso trabalho e, consequentemente, a valorização da área cultural.
GC:Você acha importante que haja cursos de formação na área? Por quê?
Marilda: Acho indispensável. Porque o profissional deve ser qualificado, de forma a eliminar a cultura de que qualquer um pode fazer produção e gestão, de forma intuitiva. O conhecimento adquirido na universidade vai facilitar a prática da execução de ações e criar profissionais diferenciados, ocasionando maior credibilidade à profissão.
GC:O que faz o gestor cultural?
Marilda: Ele coordena: se abastece, substancialmente, do conteúdo necessário ao projeto que está por desenvolver e, junto com sua equipe, planeja, coordena, controla todos os processos, analisa relatórios recebidos, avalia os resultados (principalmente os negativos), e se prepara para a coordenação de um novo projeto. Gostaria de terminar, destacando a importância da fase de pré-produção e pós-produção de quaisquer ações. Se a elas nos dedicarmos com maior afinco, a fase da produção acontece de forma leve, sem estresses, sob controle, pois todas as possibilidades de erro foram bem analisadas na pré, restando para pós, além dos agradecimentos à equipe e ao cliente, o planejamento para novos desafios.
Esta entrevista foi gentilmente concedida para os alunos do Curso de Gestão Cultural do IFSUL/Campus Sapucaia do Sul.
Nos dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro, ocorre o Seminário Nacional de Economia da Cultura. O encontro visa incentivar o fomento à Economia da Cultura e é uma iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) através do Programa de Extensão Universitária (ProExt Cultura) e do Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (Prodec), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Fórum Nacional de Pró-reitores de Extensão. Acesse o site para conhecer projetos na área da cultura que estão recebendo apoio do MinC e conheça um pouco mais as discussões. Vocês poderão ler um artigo muito bom sobre gestão cultural, intitulado "fragmentos de gestão e cultura". O texto é muito esclarecedor e pode ajudar no trabalho que vocês estão desenvolvendo para a disciplina de História. Leiam todos os textos. Isso é apenas uma mostra do quanto esse tema tem chamado a atenção.
Este é um momento de reconhecimento da cultura brasileira. Assista ao vídeo institucional do Comitê Rio 2016. Cidade maravilhosa, coração do nosso Brasil.
No Brasil os termos Produção Cultural e Gestão Cultural tendem a cobrir a mesma área de atuação. A tendência, no entanto, é a consolidação do nome Gestão Cultural. Há também os que preferem o termo Administração Cultural. Aqui no Blog você encontrará referências a todas essas designações, o importante é tomar conhecimento do que faz o profissional que opta por trabalhar com cultura utilizando ferramentas gerenciais. Esse é o nosso enfoque. Boas leituras! A seguir reproduzimos o texto do Guia de Profissões Meganize sobre Produção Cultural.
O QUE É PRODUÇÃO CULTURAL
Eles podem estar num megashow de rock, numa feira internacional de livros ou num festival de teatro? Diversão? Não. Trabalho duro, sem hora para começar ou para terminar. É assim a vida de um produtor cultural. O que para a maioria é lazer para esses profissionais é meio de vida.
O objetivo do curso não é formar artistas, mas profissionais que viabilizem a cultura. Seja uma produção glamourosa ou pequena, a especialidade desse produtor é elaborar, organizar e executar projetos ou eventos e, ainda, administrar espaços culturais.
Especialistas dizem que esta carreira ganhou impulso nos anos 1990, quando mudaram as leis de incentivo à cultura. Na época foram criados novos centros culturais no país e mais municípios perceberam a importância de equipar suas secretarias de cultura.
O QUE FAZ O PRODUTOR CULTURAL
O produtor pode, portanto, trabalhar em secretarias estaduais e municipais, com a missão de realizar projetos voltados para o entretenimento da população e para incrementar o turismo; em departamentos de marketing e comunicação de empresas públicas e privadas, avaliando e executando projetos que podem contribuir para a imagem da instituição; em ONGs e centros comunitários, lidando com a cultura como forma de inclusão social; ou, ainda, em seus próprios escritórios, procurando financiamento e viabilizando projetos de terceiros.
Na montagem de uma exposição, por exemplo, é o produtor que contrata artistas, planeja orçamento, contrata iluminadores, montadores, divulgadores, providencia infraestrutura, dá suporte ao curador, elabora relatórios. Em geral, esse trabalho é feito em equipes.
O QUE PRECISA CONHECER
Saber inglês e espanhol é importante, até para trazer atrações internacionais para o país ou levar artistas brasileiros para o exterior. Ainda na faculdade é importante que o aluno faça cursos de gestão cultural e pesquise sobre a lei de incentivo à cultura e sobre como obter parcerias. A carga horária é de 20 horas semanais em empresas e órgãos públicos. Em escritórios varia de acordo com os clientes. Mas, para realizar um evento, qualquer produtor cultural pode trabalhar 15 horas por dia ou até virar noites.
O produtor cultural não pode apenas gostar de música, artes plásticas, teatro, etc. Tem que também saber lidar com finanças, orçamentos e entender de leis, especialmente às de incentivo à cultura. Deve ainda estar preparado para “vender” projetos em empresas e, para isso, precisa se comunicar muito bem.
Quer saber sobre mercado de trabalho, salários e desafios dessa profissão acesse o texto completo em Google Livros Guia de Profissões Megazine.
Informativo Eletrônico da Regional Sul do Ministério da Cultura
Para receber informações sobre as ações do MinC e da Regional Sul do Ministério solicite por e-mail o recebimento do Informativo Eletrônico no seguinte endereço comunicacaosul@cultura.gov.br