domingo, 24 de abril de 2011

Fonte: http://www.embaixadaamericana.org.br/index.php?action=materia&id=3740&submenu=111&itemmenu=166


Gestão Cultural: Procura-se Empresários

Profissionais brasileiros e norte-americanos trazem à tona a importância do agente cultural no desenvolvimento da área no país e na promoção de artistas nacionais no exterior.

O Senac São Paulo, preocupado com a profissionalização do setor de gestão cultural no Brasil, vêm realizando eventos internacionais para atualizar o mercado e discutir o futuro da área no país. O seminário Agente Artístico: o profissional necessário, marcado para os dias 15 e 16 de setembro, na unidade do Senac Lapa Scipião, é a próxima iniciativa da instituição. Promovido em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, o evento vem para sinalizar a falta de profissionais preparados no mercado, além de discutir a ética e a importância do papel do agente para o desenvolvimento da cultura no país.

O seminário recebe artistas, administradores de instituições e interessados no assunto para dividir suas experiências com os convidados nacionais e internacionais. Duas experiências norte-americanas marcam o evento. Pebbles Wadsworth, diretora do Performing Arts Center da Universidade do Texas, em Austin, vai mostrar a importância do agente cultural no mercado, dando exemplos de como artistas brasileiros podem conseguir espaço no exterior com ajuda deste profissional. Já Michael Blachly, da Flórida, fala sobre o papel dos agentes nos Estados Unidos como uma das principais ferramentas de crescimento do setor cultural. Lynn Fischer, agente artística com grande atuação em várias regiões do país, traz a sua contribuição falando sobre a profissionalização dos agentes artísticos nos Estados Unidos, a possibilidade de cursos de formação de agentes e sobre parcerias com organizações norte-americanas e brasileiras nas áreas das performing arts.

Debates com profissionais atuantes no setor da música, teatro e dança, mapeiam a situação nacional com suas experiências positivas no setor como, a diretora artística da gravadora Biscoito Fino, Olívia Hime, o maestro Amilson Godoy, o presidente-executivo da Trama, André Szajman e a diretora do balé da Cidade de São Paulo, Mônica Mion.

Gestão Cultural no Senac São Paulo

Pela necessidade de criar um pólo de discussões sobre o tema, principalmente em São Paulo, capital que é referência na produção cultural, o Senac tomou a iniciativa de realizar eventos e investir, em curto e longo prazo, na formação de profissionais ligados à gestão cultural. "A área tem crescido a cada ano, emprega milhares de pessoas e esse crescimento demanda profissionalização do setor. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, as atividades ligadas à cultura em geral e às artes, em particular, já representam parcelas expressivas das economias nacionais. De outro lado, a vida profissional dos empregados na área cultural se desenvolve com regras e atribuições claras. No Brasil, o trabalho ainda se organiza a partir do empenho individual", explica a gerente de desenvolvimento do Senac São Paulo Lucila Mara Sbrana Sciotti.

O Senac São Paulo já mantém cursos livres (curta duração) na área e pretende ampliar seu campo de atuação. Entre os títulos, a instituição oferece cursos sobre como formatar um projeto cultural, curadoria de exposições, direito autoral com ênfase em diversas áreas, montagem de exposição e planejamento estratégico de marketing cultural e social.

Palestrantes

Michael Blachly

Há 30 anos Michael Blachly desenvolve sua carreira na área das Artes. Desde 2000, ele é diretor executivo dePerforming Arts e diretor associado do College of Fine Arts da Universidade da Flórida. Na Universidade da Florida, Michael Blachly é responsável por todos os eventos públicos apresentados na área das performing arts. Michael Blachly completou seu bacharelado em Oratória, Teatro e Psicologia na Universidade de Norther, Colorado e fez seu mestrado em Teoria da Comunicação e Sociologia na Universidade de Washington. Ele é doutor em Psicologia Educacional e Administração Educacional Superior pela Universidade do Tennessee. Foi Diretor de Artes da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e Vice Presidente e diretor de vendas na Costa Oeste da Columbia Artists Management (CAMI), maior empresa norte-americana de agenciamento artístico.

Pebbles Wadsworth

Desde janeiro de 1992, Pebbles Wadsworth é diretora do Performing Arts Center da Universidade do Texas, em Austin, onde chegou depois de 20 anos à frente do Performing Arts Center da Universidade da Califórnia em Los Angeles - UCLA. Seu objetivo como administradora na Universidade do Texas é beneficiar estudantes, artistas profissionais e a comunidade em geral, tornando o centro cultural de Austin um espaço mundialmente renomado, assim como fez na UCLA.

Pebbles quer fazer do Performing Arts Center um local onde artistas do mundo todo desenvolvam, ao lado dos estudantes, professores e instituições artísticas de Austin, propostas inovadoras para a dança, teatro e música.

Em Austin, Pebbles administra um orçamento de U$ 7.5 milhões e seis espaços culturais no campus da Universidade, aí incluídos uma sala de concertos de 3.000 lugares e um teatro intimista de 200 lugares.

Wadsworth foi presidente da ISPA - International Society for the Performing Arts Foundantion, de 1989 a 1990, e tem atuado em comitês de diversos festivais e em projetos de desenvolvimento artístico.

Lynn Fisher

Trabalha, desde 1991, como agente na área das performing arts. Em 2004, produziu e agenciou uma tournée de cinco semanas da Delfos Danza Contemporânea, de Mazatlan, México, nos Estados Unidos. Lynn especializou-se em trabalhar com grupos e artistas de diferentes culturas, para os quais agendou e produziu turnês promovidas por diferentes instituições norte-americanas. Ela dirigiu workshops para desenvolvimento profissional junto à Western Arts Alliance e à Arts Northwest and Texas Commission on the Arts. Participou do City of Austin Cultural Contracts Panel e do Conselho da Dance Umbrella, em Austin, Texas. Nos últimos quatro anos, tem trabalhado em estreita colaboração com a Roth Arts, de Seattle, Washington, organizando espetáculos e programas de residência para grupos de teatro e de dança contemporânea em todo o território norte-americano. Lynn Fisher foi atriz e cantora em Chicago, tendo estudado teatro na Universidade de Denver. É pós-graduada em Sociologia e Antropologia pelo Lake Forest College. Sua empresa, a Frontera Arts, sediada em Austin, é especializada em agenciamento e consultoria para organizações internacionais e norte-americanas nas áreas das performing arts e das artes visuais.

Programa

Quinta-feira - 15 de setembro

13h30 Entrega do material e crachá

14h00 Abertura - Senac São Paulo e Consulado Geral dos Estados Unidos da América em São Paulo

14h10 Dinâmica do Seminário - Claudia Toni e Christina Rizzi

14h15 Conferência: A atividade do artista no Brasil: olhando de fora e de dentro

Arthur Nestrovski, São Paulo/Brasil.

Professor da PUC/SP, articulista da Folha de S.Paulo e músico

15h00 Conferência: As relações entre artistas, agentes artísticos e promotores como ferramenta de crescimento do setor cultural: a experiência norte-americana

Michael Blachly, diretor de performing arts da Universidade da Flórida/EUA

15h30 Intervalo

15h45 Depoimentos

Amilson Godoy, maestro

Olívia Hime, diretora artística da Biscoito Fino

Walter Gentil, produtor do Teatro da Vertigem

Nelson Kunze, diretor e editor da revista Concerto

Mônica Mion, diretora do Balé da Cidade de São Paulo

17h00 Debate

Michael Blachly

Lynn Fisher, presidente da Frontera Arts, Texas/EUA

Pebbles Wadsworth, diretora do Performing Arts Center da Universidade do Texas, Austin, Texas/EUA

18h00 Encerramento

Coquetel para apresentação do Programa ArtesAméricas

Sexta-feira - 16 de setembro

14h00 Conferência: A atividade artística nos Estados Unidos e a função do agente-empresário. A profissionalização dos agentes artísticos e as possibilidades de implementação de um curso básico para sua formação.

Lynn Fisher

14h30 Conferência: O agenciamento como potencial criador dos mercados nacional e internacional.

Pebbles Wadsworth

15h00 Intervalo

15h15 Depoimentos

André Szajman, presidente executivo da Trama

Benjamim Taubkin, músico e produtor cultural

Carlos Eduardo Prazeres, diretor executivo da Orquestra Petrobras Sinfônica

Heloisa Fischer, editora do Anuário VivaMúsica!

Maria Rita Stumpf, presidente da Antares

16h30 Debate

Michael Blachly

Lynn Fisher

Pebbles Wadsworth

17h30 Encerramento

Serviço:

Agente Artístico: o profissional necessário

Quando: 15 e 16 de setembro

Horário: vide programação

Local: Senac Lapa Scipião

Endereço: Rua Scipião, 67

Fone: 0800 883 2000

Inscrições: pelo www.sp.senac.br/lapascipião ou pelo fone 3866-2500

lapascipião@sp.senac.br

sexta-feira, 25 de março de 2011



Das opções abaixo, quais características você destaca na execução do Cine Proeja?

O evento foi relevante, cumprindo seus objetivos de integrar e informar.

O evento foi parcialmente relevante em seus objetivos.

O evento não foi relevante para o Instituto.


Gostaria que eventos como este ocorressem mais vezes no Instituto.

Não gostaria que eventos deste tipo ocorressem no Instituto.


O evento foi bem organizado.

O evento foi bem organizado, porém teve alguns problemas isolados.

O evento não foi bem organizado.


Os alimentos/bebidas eram baratos e saborosos.

Os alimentos/bebidas eram caros, porém saborosos.

Os alimentos/bebidas eram baratos, porém de baixa qualidade.

Os alimentos/bebidas eram caros e de baixa qualidade.












terça-feira, 1 de março de 2011

Olá,

Ocorrerá um curso de Gestão Cultural gratuito nos dias 15, 16, e 17 de março, das 19:hrs às 23hrs, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.
As inscrições podem ser feitas pessoalmente ou pela internet, até 11 de março.

Fonte e texto completo sobre o curso:
http://coordenacaodolivro.blogspot.com/2011/02/curso-gratuito-de-gestao-cultural.html

Abraço!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O curso de ensino médio técnico integrado em gestão cultural tem a honra de receber para a aula inaugural do ano de 2011: Luiz Armando Capra Filho.

Licenciado em História pela Faculdade Porto-Alegrense de Educação, Ciências e Letras (FAPA) e pós-graduado em História Contemporânea pelo Centro Universitário La Salle (Unilasalle). Possui MBA em Gestão Empresarial na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atualmente, cursa o mestrado em Processos em Manifestações Culturaisda FEEVALE.

Tem atuação diversificada nas áreas de cultura, pesquisa e patrimônio histórico. Entre 2001 e 2002, atuou como historiador no Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE). Fez parte da equipe do projeto Memória Viva Iberê Camargo, da Fundação Iberê Camargo.

Atuou como coordenador editorial dos livrosIntérpretes do Brasil: seminário e exposição(2005),Brasil TransVerso: artes e cultura em debate(2005),Cultura Alemã – 180 anos(2004),Cultura Italiana – 130 Anos (2005) e também da sérieHistórias de Porto Alegre,Jockey Club(volume 1) eChalé da Praça XV(volume 2). Colaborou na produção e curadoria das exposiçõesErico Veríssimo – Retratos da vida inteira(MARGS, 2005),Sergio Buarque de Holanda – Intérprete do Brasil(CCMQ, 2004) eSimões Lopes Neto(Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo, 2004).

Até 2006, foi produtor e sócioda empresa Telos Empreendimentos Culturais, na qual gerenciou dezenas de projetos, atividade que o qualificou no desenvolvimento e operacionalidade na área, além de suas leis de fomento, como a Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LIC/RS) e a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Assumiu, em 2007, a direção da Assessoria de Projetos Especiais da Secretaria de Estado da Cultura. Em 2009, integrou o programa Courants du Monde, onde participou na cidade de Grenoble, na França, do Observatoire des Politiques Culturelles. Entre 2007 e 2010, foi diretor do Museu Julio de Castilhos e, de 2008 a 2010, da Casa de Cultura Mario Quintana. Em dezembro de 2010 foi nobilitado com a Ordem do Mérito do Serviço Público no Grau Grande Mérito.

Atualmente, é professor da pós-graduação em Gestão Cultural do Senac.

Estão convidados a comparecer todos os alunos do curso de gestão cultural e dos demais cursos, pais, servidores (docentes e técnico-administrativos) e comunidade em geral.

Data: Quinta-feira, 03 de março de 2011.
Horário: 18 horas e 30 min.
Local: Auditório Pedro Kaizer, campus Sapucaia do Sul do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul)

Banner elaborado por: Erick Storck, 4º ano do curso técnico integrado em gestão cultural.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Descrição:
A Economia da Cultura é um ramo nascente da ciência econômica que vem se expandindo e ocupando cada vez mais espaço nas discussões contemporâneas. Uma melhor compreensão tanto das inter-relações entre economia e cultura como das possibilidades de ação nessa nova área será o escopo dessa exposição.

Data: 16/03/2011
Horário: 19h
Duração: 2 horas
Local: Auditório da Livraria Cultura, no Shopping Bourbon Country

Evento Gratuito
Informações: (51) 3276 1395

Leandro Valiati é Economista (UFRGS), Mestre em Planejamento Urbano com ênfase em aplicações da Economia da Cultura no contexto urbano (PROPUR-UFRGS), Doutorando em Economia do Desenvolvimento (PPGE-UFRGS), professor e coordenador executivo da Especialização em Economia da Cultura (PPGE-UFRGS), especialista em construção de indicadores de avaliação sócio-econômica de projetos e programas culturais e sociais, organizador e autor do livro Economia da Cultura: Bem-Estar Econômico e Evolução Cultural, editora da UFRGS. Consultor Unesco no Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura para o Ministério da Cultura no Brasil. Sócio da Casa Ethos - consultoria e formação em Economia, Cultura e Sociedade. possui graduação em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (1991), mestrado em Economia pela University of Illinois at Urbana Champaign (1993), doutorado em Economia pela University of Illinois at Urbana Champaign (1996) e pos-doutorado pela University of Illinois at Urbana Champaign (2001). Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e colaborador do Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Crescimento, Flutuações e Planejamento Econômico. Atuando principalmente nos seguintes temas: Capital Publico, Crescimento, Infraestrutura e Economia da Cultura.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Boa Tarde,

O Curso de Produção Cultural oferecido pela Escola Monteiro Lobato ocorrerá nos dias 11, 12 e 13 de janeiro, em Porto Alegre e as inscrições podem ser realizadas gratuitamente pelo e-mail: producaocenica@monteirolobato.com.br
Horário do curso: das 19hs às 22hs.

Fonte: http://migre.me/3oVFm

Abraço!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ÚLTIMO SEMINÁRIO DE CAPACITAÇÃO DO PRO-CULTURA/RS DESTA GESTÃO

DATA: 15 de DEZEMBRO (quarta-feira) – - PORTO ALEGRE, RS
LOCAL:
Museu Iberê Camargo, av. Padre Cacique, 2.000


TEMAS: Sistema Unificado (PRO-CULTURA/RS), modelagem de projetos, oficina de formatação, captação de recursos, prestação de contas e FAC (Fundo de Apoio à Cultura).
HORÁRIO: todos os seminários começam às 9h00min e terminam às 17h.
INSCRIÇÕES: As solicitações para inscrição devem ser encaminhadas para o e-mail lic@cultura.rs.gov.br e devem conter o nome completo, município,instituição e cidade onde deseja assistir ao seminário. Aguarde confirmação da inscrição por e-mail. As vagas são limitadas.
INGRESSO: doação de um livro no ato do credenciamento no local do evento.
OBS: O atestado de participação somente será fornecido no dia do seminário. Após esta data, não forneceremos este documento. Informamos que o prazo limite para inscrições será de 48 horas de antecedência dia da realização do Seminário.


PROGRAMAÇÃO SEMINÁRIO:

09:00 – Credenciamento
09:15 – O que é e como funciona o Sistema Unificado-RS
10:30 – Modelagem de projeto
12:00 – intervalo para almoço
13:30 – Oficina de formatação de projetos
14:30 – Prestação de contas - Relatório Físico e Divulgação
15:00 – Intervalo
15:30 – Execução, captação e Prestação de contas - Relatório Físico e Divulgação
16:30 – FAC (Fundo de Apoio à Cultura)
17:00 – Encerramento

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Todo artista precisa saber vender o seu produto – que é a sua arte. Mas para alcançar o almejado reconhecimento, ele não pode pensar apenas na arte. Deve haver todo um planejamento para que seu produto alcance o público alvo. É neste momento que entra o profissional de produção, seja ela executiva, artística, técnica ou musical. No momento atual do mercado musical há diversas formas para um artista alcançar seus objetivos, mas é fundamental o conhecimento dos métodos e técnicas de produção, para a qualificação deste trabalho no mercado."

Ministrante: Grazi Calazans, produtora executiva do Movimento SOMA

Número vagas: 20

Duração: 2h

Conteúdo:

- Conceitos básicos

- Diferentes áreas de atuação

- Dificuldades no trabalho de produção

- Vantagens do planejamento

- A falta que faz uma produção

- Leigos fazendo produção

Local: Casa de Cultura de Esteio

Dia: 17/12, sexta-feira, das 18h às 20h.

Inscrições: www.redemetrorock.blogspot.com/p/oficinas.html

*Haverá o fornecimento de certificados.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A Câmara de Vereadores de Esteio, em parceria com o Gabinete do Ver. Leo Dahmer e da Associação Cultural José Martí (POA/RS), promovem às 19 horas, do dia 29/11 (segunda-feira), na Câmara de Vereadores de Esteio (Plenário Luiz Alécio Frainer) um seminário em memória ao guerreiro Ernesto Che Guevara e ao seu legado cultural para a América Latina.
No dia, a Câmara de Vereadores estará fazendo as inscrições, a partir das 18:30, no próprio espaço, sendo que, a Associação José Martí estará disponibilizando certificados.
O encontro é uma oportunidade de debater temas polêmicos da América Latina e a relação entre História e Cultura.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dentre a rica programação da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre, gostaria de destacar o debate sobre propriedade intelectual com a participação de Rebeca Hennemann, Daniel Guerrini e Fabrício Solagna, com quem tive a oportunidade de trabalhar como colega ao longo do curso de ciências sociais e o mestrado em sociologia.

O debate sobre propriedade intelectual ocorrerá na 56ª Feira do Livro de Porto Alegre como parte do lançamento do livro "Do regime de propriedade intelectual: estudos antropológicos", organizado pelas profas Ondina Fachel Leal e Rebeca Hennemann e publicado pela Tomo Editorial.

Título do evento: Propriedade intelectual: debates contemporâneos:
- Direito de acesso à saúde, ao conhecimento, à informação e à alimentação

Dia 12 de novembro - Hora: 16:00
Local: Sala dos Jacarandás - Memorial do RS - Área Geral
Participantes:
Ondina Fachel Leal,
Rebeca Hennemann Vergara de Souza,
Marc Antoni Deitos,
Daniel Guerrini,
Cristian Jobi Salaini e
Fabrício Solagna

domingo, 24 de outubro de 2010

Olá pessoal! Quanto tempo hem? (rsrsrs)

Estou aqui para divulgar o 1º IFESTIVAL! Evento artístico do IFSUL/Campus Sapucaia do Sul que ocorrerá no dia 28 DE NOVEMBRO DE 2010 (domingo)!

O evento, que está sendo organizado em uma parceria do Grêmio Estudantil com o Diretório Acadêmico e alguns alunos da Gestão Cultural, será semelhante ao antigo CEFESTIVAL.

Poderão se inscrever para as apresentações: alunos, ex-alunos, servidores e ex-servidores (efetivos, temporários e terceirizados).

O evento contará com o encerramento da banda Cartolas! Por isso estamos organizando uma rifa para pagar o cachê da banda - só um real gente, ajuda aí ;).

Abraço!


Ficha de Inscrição - http://migre.me/1MBup

Regulamento - http://migre.me/1MBxG

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Olá,

Nos dias 22 e 23 de outubro ocorrerá no Santander Cultural, em Porto Alegre, o encontro Diálogos em Educação, Museu e Arte. Este é um projeto do centro com a Pinacoteca do Estado de São Paulo e faz parte do projeto Museu para Todos.

A programação e a ficha de inscrição estão no site:
http://www.museuparatodos.com.br/
Bom dia,

Divulgação de um evento relevante:
(Retirei as informações do blog do Instituto NT de Cinema e Cultura)
___

SEMINÁRIO “MUDANÇAS NA LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA” Data: 04 de novembro de 2010, quinta-feira
Local: Sala NT – Instituto NT de Cinema e Cultura
Marquês do Pombal, 1111 - Moinhos de Vento – Porto Alegre, RS

PROGRAMAÇÃO:
08h30 – Credenciamento
09h – Mudanças na LIC-RS – Fábio Rosenfeld
10h – intervalo
10h15 - Modelagem de projeto – Rafael Balle
11h – FAC – Fundo de Apoio à Cultura - Fábio Rosenfeld
11h30 – Perguntas
12h – Encerramento

INSCRIÇÕES: As solicitações para inscrição devem ser encaminhadas para o e-mail lic@cultura.rs.gov.br. Aguarde confirmação da inscrição por e-mail. As vagas são limitadas.

Ingresso: doação de um livro no ato do credenciamento no local do evento.

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Site:

http://institutont.blogspot.com/

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Boa noite,

Sabendo que alguns alunos dos 3° anos irão fazer o trabalho sobre um curso
de graduação no qual têm interesse , para a disciplina de história, achei importante divulgar uma atividade: O Mundo Feevale 2010 - Mostra de Profissões que tem como objetivo apresentar os cursos que a universidade oferece.
A atividade começa dia 19 de outubro e termina dia 22.

As informações estão no site: http://www.feevale.br/internas/vwImprensaVisualizar.asp?intIdSecao=2573&intIdConteudo=43338&dteDataPublicacao=2010/10/02


abraço!

domingo, 12 de setembro de 2010

Profissão cultura

Leonardo Brant | sexta-feira, 18 junho 2010


A atividade cultural é composta por uma diversa e abrangente cadeia produtiva, com funções e especificidades próprias. Cada um desses agentes possui um papel distinto, complementar e fundamental na composição de um setor cultural rico e produtivo, que contribua para o desenvolvimento social e econômico do país.

Na área de produção, a cadeia inclui pesquisadores, artistas, criadores, produtores, administradores e técnicos. Em sua maioria, profissionais liberais, que têm sua própria empresa e que circulam com certa liberdade pelo mercado, mas ao mesmo tempo convivem com a insegurança do trabalho eventual.

Já as organizações culturais, passaram, na última década, por um processo de profissionalização surpreendente. Era raro encontramos centros culturais, fundações, organizações culturais públicas, privadas e do terceiro setor com agentes plenamente capacitados para desenvolver suas funções. Por outro lado, era raro encontrar condições favoráveis para este funcionário. Com regimes de trabalho muito informais e remuneração incompatível para o exercício de suas funções, os bons profissionais preferiam arriscar-se no mercado.

Outro campo em pleno desenvolvimento é o departamento de cultura e patrocínio das empresas investidoras. Impulsionadas pelas oportunidades geradas pelas leis de incentivo à cultura, elas criaram estruturas e contrataram profissionais para gerir políticas de cultura e de comunicação empresarial focadas no investimento cultural.

O próprio Poder Público ampliou as oportunidades de trabalho para a área da cultura. É crescente a demanda por profissionais responsáveis pela formulação e gestão de políticas culturais.

Ainda no meio acadêmico e na imprensa encontramos oportunidade de trabalho para esses profissionais, que podem atuar como críticos, curadores e pesquisadores.

Promover a transformação da sociedade por meio da cultura significa encadear esforços de todos esses agentes de forma a permitir a consolidação de um mercado qualificado, capaz de produzir e consumir cultura.

O desenvolvimento social proporcionado pela ação cultural se dá de forma espiralar, ligando todos os elementos e aumentando a base estrutural que garante a consolidação do espírito crítico da sociedade. Este processo ocorre ao mesmo tempo em que se estrutura como um mercado capaz de fornecer insumos necessários, oferecendo base sólida à sociedade e proporcionando um crescimento cíclico em progressão geométrica, com a ampliação de sua base.


Fonte: http://www.culturaemercado.com.br/headline/profissao-cultura/

Gestor cultural, o profissional do futuro

Leonardo Brant | sábado, 24 julho 2010

Estamos falando de um dos mercados mais potentes do mundo e um dos que mais cresce e se revigora a cada dia. De algo tão necessário ao ser humano como comer e respirar. De uma atividade que dá sentido ao ser humano, significa sua vida e projeta seu futuro.

Além dos mercados tradicionais, supostamente em crise, como o cinema, a indústria fonográfica e editorial, atropeladas pelo advento das tecnologias de informação e comunicação, surgem a cada dia novas formas de significar a presença do ser humano na Terra, de criar utopias, planos de futuro, ou simplesmente de amenizar o sofrimento de quem ainda não encontrou sua autonomia em relação ao próprio imaginário.

Os códigos culturais antes dominados por impérios, igrejas, estados autoritários e grandes corporações estão cada vez mais ao alcance de todos nós. A teia que se forma em torno dos elementos culturais, diversos, controversos, livres, colaborativos e, ao mesmo tempo, controlados, sistematizados, formatados, lineares, é cada vez mais complexa. Exigem dos terráqueos contemporâneos uma capacidade de decodificação, síntese e diálogo constantes.

O gestor cultural se habilita a esse exercício constante, com um diálogo permanente entre as formas mais lineares e alienantes do conhecimento e as mais revolucionárias maneiras de criação e conexão com os universos paralelos do sentido. Um diálogo que possibilita, ao mesmo, implodir e reforçar os sistemas estabelecidos de poder.

Um profissional detentor de uma chave mestra, capaz de promover a livre expressão e arbítrio, e de revelar os sistemas de cerceamento de conhecimento, opinião e expressão, aptos a afugentar os medíocres, robotizando-os em lógicas binárias e sistemas bancários.

Antes de qualquer coisa, um profissional pautado pela ética. Não necessariamente pautado pelo bem, mas um bom conhecedor do mal que há dentro de si.

Algumas características são marcantes nesse profissional, que ganha espaço a cada dia não somente nos mercados tradicionais de cultura e comunicação, mas em várias esferas da sociedade. São elas:

  • A constante reflexão em relação a tudo o que faz.
  • Alto poder de aplicabilidade daquilo que pensa naquilo que faz.
  • Participa da vida política, articula e trabalha em rede.
  • É familiarizado com a língua e a lógica do mercado.
  • Subverte a lógica do mercado, propondo novas formas de superação.
  • É empreendedor e criativo.

É claro que estou idealizando este profissional, mas ao mesmo tempo reconheço-o em corpo presente nos corredores dos inúmeros empreendimentos culturais com que tenho contato pelo Brasil e pelo mundo afora.

Alguém que, como o artista, se prepara como nenhum outro para lidar com as incertezas de um tempo que colhe os frutos do desenvolvimento tecnológico e da ciência, mas ao mesmo tempo paga a conta da irresponsabilidade para com seus pares, seu planeta e com a vida.


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Boa noite,

Nos dias 26 e 27 de setembro ocorrerá o II Fórum Estadual do Patrimônio Cultural, realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado - IPHAE. O fórum tem como público técnicos que atuam na área, administradores municipais, Prefeituras, proprietários de bens de valor cultural, estudantes e público em geral.
Local: Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do RS.
A incrição para estudantes, até o dia 15/09 custa R$50,00.

Informações no Site do IPHAN: www.iphae.rs.gov.br e no da PUC: www.pucrs.br/fau
Publicada no dia 27 de agosto ( Nº edição 673) na Resvista ISTOÉ DINHEIRO, por Rodolfo Borges.

DINHEIRO – Por que a lei de direitos autorais precisa ser revista?

JUCA FERREIRA
– A lei atual não é capaz de garantir o direito do autor. Essa é a maior queixa que o ministério recebe desde que chegamos, em 2003. Os artistas não confiam no sistema de arrecadação desde que o governo Collor acabou com o Conselho Nacional de Direito Autoral. A lei também não tem capacidade de se relacionar com o mundo digital nem com os componentes da economia da cultura. Temos um número recorde de processos na Justiça e uma inadimplência enorme no pagamento dos direitos. Esses são sintomas da falta de legitimidade da lei atual e do sistema de arrecadação. O mundo inteiro está modernizando sua legislação. Não há por que o Brasil ficar parado.

DINHEIRO – O Ecad diz que existem estruturas para tratar dos direitos autorais no Brasil, o que dispensaria a criação do Instituto Nacional do Direito Autoral previsto pelo ministério. Por que precisamos de um instituto?


FERREIRA
– Fizemos 80 reuniões setoriais, sete seminários nacionais, um seminário internacional e estudamos a legislação de 20 países. Nesse processo, vimos a necessidade de ter transparência para os autores no sistema de arrecadação e supervisão pública. Aprovada a lei, teremos que discutir como funcionará esse órgão. Acho que deve ser uma instituição ligada à Justiça ou ao Ministério Público. Não somos contra o Ecad, mas contra o sistema atual, que não tem transparência e tem livre arbítrio na coleta das taxas e na distribuição. No ano passado o Ecad arrecadou R$ 380 milhões, sem nenhuma obrigação de transparência para os maiores interessados. A luz do sol não faz mal a ninguém, principalmente se não tem nada errado. Os artistas e criadores é que sairão ganhando.

DINHEIRO – O que o ministério espera das mudanças propostas na modernização da lei?


FERREIRA
– Queremos ampliar o acesso à cultura. Queremos nossa economia cultural no mesmo patamar do agronegócio, da indústria e dos serviços tradicionais em menos de uma década. Como ocorre nos Estados Unidos, onde o setor ocupa o segundo lugar na economia, e na Inglaterra, onde é o terceiro. Para isso, temos de ampliar o acesso. No Brasil não se consegue incluir nem 20% dos consumidores em potencial. Os números são escandalosos: só 5% dos brasileiros entraram pelo menos uma vez num museu, apenas 13% vão ao cinema e 17% compram livros. Nós criamos uma economia para poucos e é dela que retiramos o pagamento dos direitos. É preciso democratizar, ampliar esse acesso. O poder aquisitivo do povo está aumentando. O presidente Lula incluiu uma Espanha na economia brasileira. São quase 40 milhões de pessoas. E não chegamos nem à metade.

DINHEIRO – Parte do mercado cultural reclama que, ao priorizar o aumento do acesso, o ministério negligencia a produção de conteúdo. Isso faz sentido?


FERREIRA –
É uma falácia. Queremos ampliar o negócio cultural. E isso só se amplia incorporando pessoas. Não é Marx, como eles estão pensando que é, é Adam Smith, o teórico do capitalismo. Para se realizar plenamente, a mercadoria tem de chegar a um número maior de pessoas, cada vez mais. Essas pessoas se acostumaram a uma economia para poucos. O livro no Brasil é o mais caro do mundo. E não se pode nem alegar que é por causa de impostos, pois, no primeiro governo Lula, foram abolidos todos os impostos para o livro, na expectativa de que houvesse barateamento. Mas eles incorporaram ao lucro. É a ideologia do lucro levada a uma irracionalidade.

DINHEIRO – Mas não faltam incentivos para a produção de bens culturais?


FERREIRA
– Os investimentos ainda não são suficientes. Não chegamos ao patamar de amadurecimento das políticas ou de recursos suficiente para implementar na escala em que o Brasil precisa. Mas esses que reclamam são os intermediários. Os que lucram com essa economia pequena o fazem em cima do autor e do consumidor. Eles estão com medo dessa ampliação, com medo de abrir a economia, porque terão de competir com outros atores. Mas essa abertura é inevitável. O capitalismo brasileiro está se abrindo, e se eles não tomarem cuidado serão devorados por investimentos de fora. Os espanhóis estão de olho no parque editorial brasileiro. É preciso fortalecer o capitalismo cultural do Brasil, mas não baseado na muleta do Estado.

DINHEIRO – O que o Ministério da Cultura tem feito para aumentar os incentivos?


FERREIRA
– O ministério saiu de um orçamento de R$ 287 milhões, em 2003, para R$ 2,5 bilhões. A renúncia fiscal era de menos de R$ 300 milhões; hoje é R$ 1,5 bilhão. Aumentamos os recursos, criamos o PAC das Cidades Históricas, isentamos a cadeia do livro de impostos federais e qualificamos a distribuição dos recursos. Quando chegamos aqui, 3% dos proponentes ficavam com mais da metade do dinheiro do ministério, e 80% dos recursos estavam concentrados dentro do Rio de Janeiro e de São Paulo. Hoje o dinheiro está espalhado pelo País. Botamos mais dinheiro no cinema do que na época da Embrafilme. Além disso, estamos investindo no vale-cultura, um bônus de R$ 50 para o trabalhador, que vai injetar R$ 7 bilhões por ano na economia do setor. O trabalhador vai escolher se quer consumir um CD, um livro, assistir a um filme ou a uma peça de teatro. Estamos migrando de uma cultura baseada em fundo perdido para uma economia sólida, com o consumidor como referência, tendo direito de escolha.

DINHEIRO – O mercado brasileiro está preparado para esta economia de escala?


FERREIRA
– Não estamos preparados. Pelo contrário, estamos acomodados numa economia para poucos. Esse é o perigo. O Brasil está crescendo. Há uma demanda cultural enorme. E a digitalização multiplica isso. A tevê digital vai demandar uma quantidade de conteúdos enorme e se não formos capazes de produzir esses conteúdos, eles virão de fora. Aí é o fim da possibilidade de o Brasil ser um grande produtor e um país importante na economia criativa.

DINHEIRO – De que forma a nova legislação favorece o combate à pirataria?


FERREIRA – Ao assumirmos a facilidade de reprodução no digital, nos armamos para realizar plenamente o direito do autor e do investidor. Além disso, essa economia para poucos deixa livros e CDs muito caros, o que estimula a população a recorrer à cópia pirata. Numa economia para muitas pessoas, o preço é menor. Alguma diferença entre o produto original e o pirata permanece, mas ela fica menor.

DINHEIRO – Qual área da indústria criativa merece mais atenção do governo?


FERREIRA – Uma das áreas mais rentáveis da cultura é a animação. O Brasil ainda é precário, está no beabá, apesar de mostrar um potencial criativo enorme. Vários dos filmes que fazem sucesso mundial têm brasileiros em suas equipes. Não temos uma estrutura para formar os artistas, os roteiristas, os técnicos que vão lidar com softwares sofisticadíssimos. O mais difícil nós conseguimos: o compromisso do BNDES de assumir que essa é uma linha industrial que interessa ao Brasil. Temos condições de, em menos de dez anos, estar entre os sete grandes produtores de animação no mundo. É preciso investimento e o Estado está garantindo.

DINHEIRO – Como está a reforma da Lei Rouanet?

FERREIRA – A lei está andando no Congresso, tramitando nas comissões. A grande maioria imediatamente tende a aprovar a mudança, que estimula projetos menores, de caráter regional, com preços mais acessíveis. Os 20 maiores investidores estão apoiando a mudança. A maioria dos artistas é a favor de uma divisão maior dos recursos entre os Estados, inclusive de São Paulo e Rio, porque mesmo nesses locais a distribuição fica concentrada. A Lei Rouanet vai passar, porque é um avanço para toda a cultura brasileira.

DINHEIRO – O projeto de lei deve mudar a partir das contribuições feitas durante a consulta pública?


FERREIRA –Muito. É preciso deixar claríssimo – e o texto ainda não deixa – que a função precípua do direito autoral é garantir o direito do criador, desde que harmonizado com os outros direitos previstos no conjunto de estrutura legal que rege as atividades públicas. O caso da licença não autorizada (que permite a utilização da obra contra a vontade de herdeiros do artista) está consumindo energia grande de alguns, por má intenção. O MoMA, de Nova York, não pôde fazer uma exposição do Volpi porque os herdeiros do artista cobraram um preço exorbitante para a publicação no catálogo. A Bienal Internacional de São Paulo ia fazer uma grande homenagem a Lygia Clark, mas não conseguiu por problemas com os herdeiros. As novas gerações não conhecem Cecília Meireles por questões semelhantes. Essas obras são bens sociais e é um absurdo que as novas gerações sejam privadas disso. A redação do projeto de lei induziu a uma interpretação errada.

Mais informações em: (http://www.istoedinheiro.com.br/entrevistas/32447_TIREI+MARX+E+COLOQUEI+ADAM+SMITH+NO+MERCADO+CULTURAL )

Beijo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

No Blog Acesso encontrei essa entrevista da Gerente de patrocínios da Petrobras, Eliane Costa.
Acesso – O patrocínio cultural é cada vez mais considerado fundamental para o desenvolvimento dos setores público e privado. Como a política de patrocínio deve ser tratada, sob o ponto de vista estratégico?
Eliane Costa – O patrocínio, antes de qualquer coisa, é uma ferramenta de comunicação. Assim, do ponto de vista empresarial, ele deve estar alinhado ao mercado, à relação que o público tem com a marca. Se uma empresa tem como foco a rentabilidade, sua área de patrocínio deve estar voltada a esse objetivo. Por outro lado, uma empresa, que como a Petrobras, tem o compromisso de ser socialmente responsável e de trabalhar para o desenvolvimento da região em que está localizada, sua ação deve levar em conta outros parâmetros.

Acesso – E quais são as diretrizes que norteiam a política de patrocínio da Petrobras?
E.C. – Dificilmente, a Petrobras irá financiar um grande show ou a vinda de um cantor internacional ao Brasil. Buscamos parcerias em projetos de formação e difusão cultural, porque nosso patrocínio deseja trazer ao País retornos na área da responsabilidade social e do desenvolvimento. Para alcançar essa concretização, o programa de patrocínio da Petrobras está alinhado às políticas públicas do Ministério da Cultura, empenhadas em promover a diversidade e o acesso.

Acesso – O que muda para uma empresa que adota uma política de investimento social ou cultura?
E.C. – A empresa agrega valor a sua marca pelo ganho de reputação e não pela simples exibição. As pessoas passam a associar uma marca que busca mais do que rentabilidade a atributos positivos. Hoje, pensar em responsabilidade social, ambiental ou cultural deve fazer parte do planejamento estratégico.

Acesso – A política de patrocínio da Petrobras é considerada a mais importante do País, servindo de exemplo para outras empresas que desejam adotar o sistema. Na sua opinião, ao que se deve esse sucesso?
E.C. – A Petrobras já está na área de patrocínio desde a década de 1980. Acredito que sua atual posição se deva à maturidade adquirida aos longo desses 30 anos. Antes, não tínhamos sequer uma estratégia de patrocínio definida. Agora, nos aproximamos das políticas públicas e desenvolvemos quatro modalidades de patrocínio. Enfim, nos articulamos de forma mais estratégica.

Acesso – Como funcionam essas quatro modalidades de patrocínio?
E.C. – As quatro modalidades são: Seleção Pública, Continuidade, Oportunidade e Ação Petrobras-Ministério. A Seleção Pública está voltada à democratização do acesso à cultura e à valorização da diversidade étnica e regional. Buscamos projetos que não seriam realizados se não fosse o edital.
A Continuidade está mais relacionada à marca. Selecionamos ações culturais que têm atributos que desejamos ver associados à marca, como a Orquestra Petrobras Sinfônica, o Grupo Corpo e o Festival de Gramado. Esses projetos podem até chegar à Petrobras via seleção pública mas, quando renovados, obedecem a outro regime.
A Oportunidade é a área que seleciona projetos ao longo do ano, dependendo da situação financeira da empresa e da necessidade de fixação da marca em determinada região. Assim, selecionamos internamente, ao longo do ano, projetos que chegam à Petrobras e atendem a essa demanda.
Por fim, temos a Ação Patrobras-Ministério, que são projetos demandados pelo próprio ministro da cultura para a intensificação de algumas áreas das políticas públicas.

Acesso – Voltando à seleção pública, você acha que os editais contribuem para a democratização do acesso ao patrocínio?
E.C. – Sem dúvida. É na seleção pública que escolhemos projetos exclusivamente por seu merecimento, por sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade.

Acesso – Com relação ao processo de seleção pública da Petrobras, novas áreas e elementos são introduzidos ou redefinidos a cada edição? Como acontece esse processo?
E.C. – Há dois anos, não fazemos modificações. As duas últimas foram a inclusão das áreas de circo, em artes cênicas, e de cultura digital. Essas modificações acontecem quando precebemos que há uma lacuna na sociedade, que existe uma área cultural que necessita de maior visibilidade. Porém, precisamos considerar uma série de questões antes de introduzir um elemento novo: é preciso que as áreas estejam mais amadurecidas, que as pessoas se habituem a elas e que o número de projetos inscritos seja considerável. As modificações acontecem de forma estratégica, sempre que julgamos pertinentes.

Acesso – Pensando em resultados, é possível mensurar o retorno do patrocínio? Quais as métricas utilizadas pela Petrobras?
E.C. – Essa é uma questão que permeia, inclusive, a área acadêmica. Por exemplo, a Petrobrás, não possui um recall. Não é possível saber se a visão da marca em determinada região melhorou por conta do patrocínio, de publicações, ou de algum outro fato. Então, é difícil mensurar o quanto o patrocínio contribuiu para um efetivo ganho da empresa. Hoje, a ferramenta que usamos aqui é o Metricom. Ela traça um comparativo entre a expectativa do gestor cultural antes da realização do projeto e os resultados após sua conclusão. Porém, iniciamos o uso da ferramenta agora e só poderemos avaliar sua validade daqui a alguns anos.
No Acesso - O Blog da democratização da cultura, além de várias outras entrevistas interessantes, vocês encontram vários artigos sobre acesso a cultura, cadeia de profissionalização da cultura, arte eletrônica e cibercultura, entre outros.
Abraço.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O link abaixo refere-se à reunião que se realizou hoje (19/08/2010) em São Paulo, no auditório do Museu de Arte de São Paulo (MASP), com Gestores Culturais de importantes instituições paulistas e representantes do Ministério da Cultura, que debateram sobre ações e discutiram os novos rumos da gestão cultural brasileira.
http://www.cultura.gov.br/site/2010/08/19/lda-novos-rumos/

O outro link abaixo refere-se à Consulta Pública Para Modernização Da Lei De Direito Autoral. Estão agendados três eventos para aperfeiçoar a proposta e debater o assunto, em Brasília: (19/08 Seminário Palmares, também no dia 19/08 Tenda Jovem- Roda de Conversa: Cultura e Direito Autoral e no dia 20/08 Reunião Associação Nacional Dos Editores de Revistas).
http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/

O último link é do texto GESTÃO CULTURAL- PROFISSÃO EM FORMAÇÃO da autora Maria Helena Cunha, sugerido por Jenni em um comentário que fez em uma postagem anterior.
http://www.gestaocultural.org/gc/es/pdf/BGC_AsocGC_MHCunha.pdf

Abraço!
 

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